Diario de Bordo

Nada como uns dias de folga para fazermos pequenas coisas prazenteiras. Entre tantas, em algumas tardes vi filmes antigos como “Quanto mais quente melhor” com Marilyn Monroe e clássicos como “Alien o oitavo passageiro” com Sigourney Weaver. Gostosas tardes com chuva! E se dormirmos no meio do filme? Tudo bem! Sempre é bacana rever as câmeras fixas de clássicos do preto e branco e a Sigourney de calcinha e camiseta expulsando o temível Alien da nave; E ainda salva o gatinho!  Mas dias de folga não são para não fazer nada, são para fazer muitas coisas:

Segunda feira da alegria, após um café da manhã daqueles em que todos cochicham na cozinha e o cheiro do café se esparrama no ar, era dia de soltar pipa.

Terça feira relax, após o banho de sol no sossego, sem esforço nenhum por sombra, banheiro limpo, ducha, ou cerveja gelada,foi dia de aprender a jogar pocker.

Quarta feira feliz, após noites seguidas de sono no absoluto silêncio, ao som das estrelas cadentes, sem gritaria ou festas, sem calor excessivo, colchão de boa qualidade, lençóis limpos e ao calor de muitos abraços, foi dia de aprender a andar de moto. Uma bizz,é verdade, mas era.

Quinta de paz, já atingia a centésima página do livro de férias, sem qualquer esforço. Livro de férias é assim: Escolho o que quero ler, o autor que eu gosto, o assunto que me interessa e desta forma, devoro com o prazer somente igualável ao de caminhar no final da tarde entre bezerros e cheiro de mato.

Sexta T.G.I.F. (Thanks God It’s Friday) e eu já sou uma fera na sinuca. Além dos variados concorrentes e do bom humor, com tantas dicas e técnicos, era natural que minhas aulas de geometria borbulhassem em minha memória. A conclusão é que se é verdade que a hipotenusa é igual ao dobro do quadrado dos catetos, porque minhas bolinhas nunca encassapam?

Sábado é dia de todos colaborarem. Por este motivo, somos oito na cozinha, e entre Sandy, Ivete Sangalo, Os Saltimbancos, James Blunt, e muita risada, preparamos comida para todos. O que não faltou foi talento. Temos descendentes de italianos, nordestinos e grandes cozinheiras presentes, o que nos garante um riquíssimo menu. Todo mundo dança e canta. Todos palpitam, todos se ocupam e cozinhar tornar-se um dos momentos mais agradáveis da semana. O destaque do dia ficou para o Rafael ao pegar mandiocas no pé pela manhã e ao final da tarde nos surpreender com mandioca enrolada no bacon frita; Uma pitada de sal e o pulo do gato para o prêmio de melhor petisco de boteco: Um punhado de manteiga no canto do prato. Sem ciúmes, a ala jovem mandou muito bem no parmegiana e como se não bastasse, no dia seguinte, tivemos pizza, com massa produzida e trabalhada com habilidosas mãos, que cresceu no calor de mais um dia de alegria e visitas, cujo molho de tomate, de pelo menos oito mãos e muito interesse, recebeu o recheio e a auditoria da italianinha da casa que depois, as assou no forno e pedra apropriados.

Foram dias e dias de tranqüilidade, prazer, conforto e paz.

Quando algumas destas coisas faltavam, assim como limões, alfaces, salsa e cebolinha que se mandava pegar no pé, na medida do necessário e sem agrotóxicos, contagiávamos de paciência uns aos outros, e nos esbaldávamos em convivência.

Crianças, adolescentes, adultos, muitas mulheres, namorados pacientes, bebês, mães e filhos e caseiros habilidosos conviveram em paz, nesta nave mãe, com um comandante de primeira linha: Lia. Cerca de 14 passageiros móveis, ficavam e partiam, conforme suas necessidades, numa possibilidade infinita de sermos sempre bem recebidos.

Dois cachorros de grande porte no quintal e três dentro de casa, ilustres desconhecidos e mimados, refletiam no teste de paciência o excelente resultado e bem estar que é possível gerar, quando todos estão não apenas na mesma nave, mas rumando na mesma direção.

Dias que deixarão rastro de saudades de um tempo que passa mais rápido do que queremos mais prazeroso do que supúnhamos e dos quais, lembraremos sempre.

            Sigourney que me desculpe, mas expulsar é mais fácil que receber, conviver e transferir calor e afeto. Pilotar uma nave como esta é muito mais difícil e merece o aplauso que se dirige somente aos grandes. Parabéns e obrigada!
 
               http://www.youtube.com/watch?v=-g83_ZRGM48
 
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