Geração Y e feedback. Presente, passado e futuro.

Não é mole não, dá só uma olhada na quantidade de termos que recebi de presente em cinco minutos de aula, ontem: BPM/ORACLE/SAP/DATASUL/ERP/CRM I E II /BI/DATA MINING/OFFICE/OUTLOOK/DATA WAREHOUSE/WEBSERVICE/TRADE-OFFS/BSC-SYSTEM/E-TRAINING/CAD/CAM/E-PROCUREMENT, além dos portais B2B e SCM. Bico! Moleza. Deixa comigo. Onde é que clica mesmo? É você está rindo não é? Não é pra rir não, é pra chorar, arrancar os cabelos, e quer saber mais? Sabemos que muitos setores têm linguagens próprias e me imagino ouvindo uma conversa de boteco entre dois legistas(?), mas estas coisinhas misteriosas que estão aí em cima destacadas são linguagem para todos. Quem sabe, sabe, quem não sabe, corra. Ô psiu, volta aqui…Não é delas é na direção delas. Chame alguém com no máximo 25 anos, e resolva seus problemas sem terapia. Sei que estes seres chamados geração Y, estão por todas as partes e é deles,  o presente. Rendo-me em profunda admiração. Na minha pós-graduação há vários destes. Aliás, minha pós: O prédio onde eu tenho aulas fica na Avenida Paulista templo simbólico da modernidade paulista.  Em seu saguão, há lindas esculturas: Touros, cavalo, dorso estilizado, Dom Quixote, cabeça, entre outros. São em bronze e ferro. Há ainda um índio seminu, em bronze escurecido, corpo inteiro, com uns dois metros considerando o apoio. Uma beleza! Mas meu xodó mesmo é um banco para acomodar seis ou sete pessoas, talhado em uma peça única de madeira maciça, que eu penso ser madeira de lei. Embora estreito para os padrões atuais, tem um encosto de uns 90 cm, todo talhado e vazado. É lindo! Anotei os nomes dos artistas em cada plaqueta de identificação para checá-los na internet. A tecnologia me ajuda muito. Na livraria que estou agora, escrevendo este texto, toca jazz sem parar. Um derivado eu diria. Que delícia! A influência do new age no jazz, esta versão lounge que certifica a contemporaneidade de um estilo musical expressa com maestria que o novo e o velho, não só convivem em harmonia como produzem maravilhas. Estou certa de que os jovens que hoje silenciam diante das perguntas dos professores, logo poderão citar os maiores fornecedores de commodities de minérios do nosso país, com a mesma rapidez que respondem aos pop-ups; gosto quando os vejo questionando a política social do Lula, com o mesmo interesse com que fuçam soluções nas caixas de ferramentas; Que sejam curiosos para nossas artes, nossa língua, nossa música e nossas danças, pois são estes os produtos que entram pela sala de estar nas casas do lado de cima da linha do equador. Que somem às suas habilidades instantâneas, a certeza e a humildade de que este conhecimento é tão passageiro quanto os modernos aparelhos celulares que carregam. Oxalá dediquem tempo para absorver um pouco do que vem para ficar: Livros de Clarice Lispector, os Veríssimo’s, Mario de Andrade ou Drumonnd. Que possam reconhecer uma Tarsila em qualquer museu do mundo. Um rabisco do Niemayer, um gato do Aldelmir Martins ou um estilo Oiticica de ser. Ao comprar um vazo de flores, digam com peito estufado: este é meu lado Burle Marx. Embora com instituições políticas falidas, reconheçam a memória de nossos heróis:  Rui Barbosa, o Águia de Haia. Aliás, onde é Haia?  É preciso olhar a foto do Oswaldo Cruz e do Chico Mendes e podermos referenciá-los como produto nobre de um país chamado Brasil. Nós produzimos os irmãos Villas-Boas e o Sebastião Salgado. Viva!

A empresa em que trabalho aplicou  sua primeira avaliação 360º. Uauh! Uma proposta arrojada para uma empresa familiar que se profissionaliza. É chegado o momento de olharmos de frente, de lado, de costas, de cima e de baixo para nós mesmos. Feito isso, faz-se a sopa. Este é o objetivo maior e a sapiência da empresa se verá refletida no espelho do futuro. Colheremos os frutos da experiência e decidiremos onde jogar as novas sementes. Todos temos muito que melhorar. Cada um de nós, é um mundo. Somos muitos. Proponho um desfecho à moda Oswald de Andrade: Sejamos antropofágicos.

 

 

 

                                                      

 

http://www.youtube.com/watch?v=c9JZN0dCNIU&feature=related

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2 respostas para Geração Y e feedback. Presente, passado e futuro.

  1. Paty disse:

    Bom dia Eli.Perfeito o texto, e os termos de Info são babinha, babinha… risos, brincadeira.Apenas faço uma ressalva, trocou o nome de Aldemir Martins – Gatos por Ildemir Martins.bjo e excelente Carnaval

  2. Fabiana disse:

    Eli,acho que vc já está pronta para tirar 10 em e-business !!! E olha, o banco lá da faculdade também é o meu preferido, acho ele lindo !!!bjs e até mais

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