Comédia de costumes

Boa Noite. As notícias dos últimos meses não apresentam muitas novidades. Bolsa despencando um dia sim no outro também, dólar instável, crise, previsões de crescimento cada vez mais suspeitas, redução de impostos para gerar consumo,  mansões não declaradas no imposto de renda, prisão de madame, deposição de um governador por mau uso de verba pública e seqüente substituição por governadora corrupta. Nada mal. Invasão de fazenda pelo MST, desta vez do Daniel Dantas. Quem achar que há algo suspeito nisso, saiba que não há provas. “O cara” garante dinheiro aos sindicatos e às invasões, e por aí vai. Meio sem graça o começo do ano! A não ser a comédia que cerca nossos políticos. Algo para nos distrair. Felizmente “o gordo” voltou e na quarta passada tivemos “as meninas do gordo” debatendo elegantemente, de batom e salto alto, alguns temas que possam ser traduzidos em miúdos à massa. É um prazer assistir o país voltar ao normal, no mês de Abril. E não tá bom? Não há porque ter pressa. E para começar o ano bem, começamos com uma chuva de feriados que nos coloca a todos em suspensão nos negócios. Assim não adianta reduzir impostos para o consumo se não há dias que cheguem para produzir. Mãos atadas, olhos inertes diante do improvável. Por mais que uns queiram trabalhar, o clima é de tédio. Feriados, feriados, feriados. Minha alegria continua sendo assistir os inflamados debates entre políticos e os ataques às campanhas de Dilma, Serra e Aécio. Chega a ser divertido. Comprar o jornal duas ou três vezes por semana basta. Pouca coisa muda. O que mais tem interessado são os passos do Obama, e as roupas da primeira dama americana. Talvez um cavalheiro solitário, contra moinhos de sonho, e parece que o Sancho Pança, está aqui, entre nós. O G20 foi bacana e agora, o livro com que Hugo Chaves presenteou o presidente americano tomou a cena. Expectativas de mudanças com relação a Cuba! Isso sim seria uma "Gran Finale".  A parte tudo isso, nada. Exausta de mesmice, instalei o Google Earth no meu PC. Não riam, não sou tão dada a tecnologias de ponta. Previsível, procurei imediatamente minha residência e a de alguns amigos. Ainda não descobri como se faz para marcar com um quadradinho azul escrito “casa”, este imenso mapa planetário. É fantástico. Corri para o museu do Prado em busca da volta virtual nas quatorze obras disponíveis. É um impressionante trabalho de arte o que foi feito. Tanto as obras, claro, como a maneira como foi disponibilizado. Emocionante, talvez seja o adjetivo possível. Ver as obras em seus detalhes: lágrimas, cores, expressões, luzes. Mestres. De que outra forma designar estes incríveis mágicos do pincel? Inspirada, aproveito à tarde de deleite para rever “Ligações Perigosas” e “Shakespeare Apaixonado”. Meu DVD não funciona bem e assisto aos dois filmes, com legenda e sons de fundo. Música, pássaros, passos, burburinhos, mas não as falas. Engraçado, pois não entendo inglês e mesmo assim fez uma falta danada. Por exemplo, parece haver muitas interpretações para “this is my man”. Diogo Mainardi diz que Lula é o bobo da corte de Obama. Será? A ignorância da língua me impede comentários próprios, sou obrigada a comprar muitos peixes e não vender nenhum. Keanu Reeves era uma criança e Uma Thurman outra. O sucesso brilharia mais a frente. Inimigos e traições são o tema. A vida imita a arte ou a arte imita a vida? O tema parece brincar de roda a minha volta. Como uma Montecchio respeito e odeio meus inimigos mortais e regozijo-me por um massacre ocorrido no sábado. Palmeiras eliminado. Como a alegria do PSDB ao ver cair o Dom Corleone do PT, José Dirceu e o Judas Iscariotes do PTB, Roberto Jefferson. Ambos mortos, no fim do filme. Há os que nunca se cansam dos jogos de poder e arriscam tudo, como Sarney e Collor. Haverá o momento em que toda a platéia da ópera poderá expulsar tais elementos da sociedade, estes nossos malvados Viscondes de Valmont, brilhantemente interpretado por John Malkovich. Afinal, castelos e “passagens secretas”, já foram abrasileirados. Que seus rostos nunca sejam apagados da memória dos nossos jovens e jamais mereçam a parede de um museu brasileiro.

 Bem amigos da rede globo, estamos diante de mais um grande espetáculo: Tarde de sol e o Morumbi lotado. Espada de Jorge desembainhada e mais um massacre. O dragão está morto.

 Próximo Episódio: David e Golias. Vencer os gigantes da vila. Lá vamos nós!

 

                                              

 

 

 

 

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Uma resposta para Comédia de costumes

  1. Roberto disse:

    Conseguimos finalmente entrar no seu blog!!!!Parabens vc escreve muito bem. Agora acompanharemos seus trabalhos. Bjim e muito mais sucesso. Roberto e Rita

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